Méritos, Truques e Habilidades Populistas

Os três anos mais conturbados da vida do autarca de Gondomar, contados em 200 páginas pelo seu ex-assessor de imprensa. Uma reflexão sobre o populismo e sobre o estado da política portuguesa... um verdadeiro manual sobre como ganhar eleições em Portugal
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sábado, 1 de novembro de 2008

Jorge Morgado: "Em Portugal não é normal fazerem-se trabalhos deste género"

Jorge Moragado esteve quinta-feira na Livraria Bertrand, no Centro Comercial Parque Nascente para falar do livro A VARINHA MÁGICA DE VALENTIM LOUREIRO. Autor do prefácio, o ex-jornalista (primeiro a escrever sobre a entrega de electrodomésticos em campanha, por Valentim Loureiro em 1993), explicou que considera "importante a existência de livros como este. Actualmente, estou a ler um livro escrito por um ex-assessor de Tony Blair, ex-primeiro-ministro inglês e em Portugal não é muito normal fazerem-se trabalhos destes", referiu. Actual director de comunicação da empresa Metro do Porto, Jorge Morgado falou também da personalidade de Valentim Loureiro e da forma como é retratada no livro. O autor explicou, depois, que considera o seu livro como um "grito contra a indiferência que se vive em Portugal em torno da vida política", considerando, como escreve no livro, "que é tempo das novas gerações tomarem o pulso da política", e que "Portugal já não precisa desta classe política, incluíndo-se nela Valentim Loureiro". Por fim, estranhou que os partidos políticos nunca tenham procurado encontrar em Gondomar, Felgueiras e Oeiras as razões do eleitorado para votarem nos seus actuais presidentes de Câmara, "em vez disso, apenas têm procurado evitar que sejam, de novo, candidatos". Por fim, salientou a coragem de Valentim Loureiro e a forma como encarou a publicação do livro: "apesar do livro ter muitas críticas e revelar acontecimentos de que poderia não se orgulhar, não virou a cara e foi a um programa de televisão, comigo, falar sobre o livro e, no fundo, promovê-lo. Nenhum outro político o teria feito", rematou.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A "VARINHA MÁGICA" NA TVI


Hoje, pelas 16 horas, vou estar na TVI para falar do livro. Será um boa oportunidade para explicar as minhas motivações, um dia antes da apresentação na Bertrand do Parque Nascente, em Gondomar.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Apresentação em Gondomar - Quinta-feira, dia 30 de Outubro, pelas 21,30 horas na Bertrand do C.C. Parque Nascente

O livro "A Varinha Mágica de Valentim Loureiro" vai ser apresentado na próxima quinta-feira, dia 30 de Outubro, pelas 21,30 horas, na Livraria Bertrand no piso superior do Centro Comercial Parque Nascente, em Gondomar. Será a segunda apresentação do livro editado pela Prime Books, depois do lançamento oficial, destinado à imprensa, e que decorreu no Porto. Valentim Loureiro também está convidado.
A apresentação é aberta a toda a gente que a ela queira assistir.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Onde comprar?

Respondendo a "várias famílias", o livro encontra-se à venda nas principais livrarias nacionais, nomeadamente, Bertrand, FNAC, Leitura, etc. Dependendo da distribuição, chegará também a outros locais, bem como às grandes superfícies (já está disponível no Jumbo). Se quiser comprar o livro com 10% de desconto sobre o preço do editor, poderá recebê-lo, sem pagar portes de correio, em sua casa, bastando para tal clicar no link acima deste post e seguir as indicações no site da Prime Books.




















(montra da Livraria Bertrand no Centro Comercial Parque Nascente)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Leituras "apriorísticas"










Para quem nunca tinha editado, é interessante ver o seu trabalho nas montras ou nas prateleiras dos destaques de uma livraria Bertrand, Leitura, na FNAC e (porque não) mesmo no Jumbo. Mas, o importante é que as pessoas possam ler o que escrevi e procurem entender o que pretendo afirmar. Quanto aos comentários apriorísticos ao livro, são próprios de uma sociedade pouco letrada a que começo a já estar habituado...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Obrigado!!

O lançamento do livro decorreu na Bertrand de Júlio Dinis, no Porto. Obrigado, é a palavra que mais me ocorre. Aos muitos jornalistas, aos ex-assessores, aos vereadores, aos meus amigos, à minha família. A todos os que gostam tanto de mim e do que vou fazendo, mesmo quando quase me esqueço deles. Aos que (como digo na dedicatória do livro) me apoiam incondicionalmente, mesmo quando erro.

Ah! E ter recebido um beijo especial da minha insuperável Mãe, soube tão bem!

... e da minha Carla, do meu Tiago... das minhas irmãs...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Lançamento é hoje às 19 horas, na Bertrand de Júlio Dinis, no Porto

A seguir ao 25 de Abril de 1974 ouvi muitas vezes uma frase própria de momentos de fractura nas sociedades: “quem não apoia a revolução é fascista”. Parece-nos, hoje, mais de três décadas depois, absurdo julgarmos assim, a preto e branco, um momento político e social tão importante como foi aquele. A revolução de Abril foi a cores. E cores garridas. De facto, não temos que ser comunistas ou fascistas. Podemos ser simplesmente críticos, analíticos. Desde que a comunicação social começou a noticiar o lançamento deste livro - A Varinha Mágica de Valentim Loureiro - que sinto uma grande ambivalência nos sentimentos que o rodeiam. Parece que os que detestam Valentim Loureiro já adivinham o que lá terei escrito. Assim como os que o adoram. Dá ideia que sabem mais do que eu sobre um livro que escrevi. É como se, na vida ou na política, apenas pudéssemos estar contra ou a favor, a preto e branco. Dito de outra forma, ainda antes da leitura, sem preconceitos, já me procuram atribuir segundas intenções. Não me admiro, porque, ultimamente, a sociedade portuguesa tem-se habituado a livros com segundas intenções. Aliás, diria mesmo: a livros sem primeiras intenções. Pode não se gostar do que está escrito em A Varinha Mágica de Valentim Loureiro. Não sei, sequer, se Valentim Loureiro terá gostado, de tudo ou de alguma coisa neste livro. Na verdade, escrevi-o sem essa segunda intenção. Sem nenhuma segunda intenção. Ao escrever sobre a minha experiência de comunicação, nos três anos mais conturbados da vida de Valentim Loureiro, tive uma única intenção (primeira e assumida): contar o que sei e interpretar o que vi. Modestamente, creio que, quem ler o livro, perceberá que vale a pena. Vale a pena, não apenas ler o livro, mas sobretudo, debruçarmo-nos um pouco mais sobre as explicações do sucesso - chamemos-lhe populista - de Valentim Loureiro. Como escrevo, Valentim Loureiro é um “case study” não estudado. É um vencedor incómodo que Portugal explica com "mitos". Quando o "mito" é, afinal, uma explicação fácil para um fenómeno que não se consegue entender. Reconhecendo as limitações do que escrevi, é o contributo possível, o que está ao meu alcance, para fazer um pouco mais pela vida política portuguesa. Uma vida que já não é nem a cores nem a preto e branco, mas que se fica, simplesmente, por um decrépito cinzento.

Depois de alguma hesitação, acabei por me limitar, praticamente, a ler este pequeno texto no lançamento do meu livro. Aceito, sobre o meu livro, todas as críticas... a quem o ler!