Méritos, Truques e Habilidades Populistas

Os três anos mais conturbados da vida do autarca de Gondomar, contados em 200 páginas pelo seu ex-assessor de imprensa. Uma reflexão sobre o populismo e sobre o estado da política portuguesa... um verdadeiro manual sobre como ganhar eleições em Portugal
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Valentim Loureiro e as próximas Autárquicas

No livro que recentemente lancei, faço uma referência ao futuro de Valentim Loureiro e, nomeadamente, às próximas eleições autárquicas. Agora, que parece já assumido que o Major será candidato e quando no PS se anuncia também uma candidata (a deputada Isabel Santos), fui rever as palavras com que fechei o livro.
(…) Por tudo o que escrevi neste livro, e recorrendo ao pouco que conheço da história de vida deste homem, seria até muito fácil prognosticar, sem hesitação, uma nova vitória nas próximas eleições autárquicas em Gondomar, em 2009. No entanto, essas próximas eleições não estão ganhas ainda, nem as prevejo tão fáceis quanto as anteriores. Para voltar a subir ao palco dos microfones, entre as bandeiras da vitória, o Major terá que ser mais forte do que nunca. Terá que voltar a refundar os motivos da sua obra e da sua candidatura e a explicar, como nunca, a sua permanência na vida política. Mas, Valentim Loureiro terá ainda, e sobretudo, que saber escolher, com coragem, uma equipa inatacável do ponto de vista da seriedade, do rigor, da credibilidade e da competência. Caso contrário, arrisca-se a distanciar-se da varinha mágica que fez dele um mito autárquico que jamais Gondomar e o País esquecerão. (...)
Evidentemente que as candidaturas têm todas um valor próprio e intrínseco. Mas valem também em função umas das outras. E o Major tem tido a vida facilitada, já que os seus adversários têm sido pouco mais do que desconhecidos. E desta vez não será muito diferente. Isabel Santos é deputada, tem uma boa imagem em Gondomar e parece saber o que diz, mas a verdade é que a sua notoriedade é bastante baixa quando comparada com a do Major e isso conta numas eleições, sobretudo quando se quer tirar do poder alguém que já por lá está há algum tempo e até fez qualquer coisa.
Assim, tendo em conta estes dados novos, poderá dizer-se que, apesar de todo o desgaste, Valentim Loureiro ainda parte à frente para estas eleições. Este princípio não me leva, contudo, a esquecer a segunda parte da citação que faço do meu livro:
(…) Mas, Valentim Loureiro terá ainda, e sobretudo, que saber escolher, com coragem, mais do que nunca, uma equipa inatacável do ponto de vista da seriedade, do rigor, da credibilidade e da competência. (…)
E esta é a questão. Para quem está por fora, talvez seja simples colocar nos pratos da balança o peso do Major face ao de Isabel Santos. E talvez seja até simples prognosticar, apesar de todas as contrariedades, que Valentim Loureiro continua em vantagem. Mas para quem vive em Gondomar e sabe como funciona a política autárquica local, o maior problema da lista independente será a de se constituir a ela própria.
Dito de outra forma, se admito que muitos munícipes tenham “perdoado” ao Major alguns erros do passado (mesmo os judiciais), acredito que poucos lhe perdoarão a repetição, no futuro, dos seus piores erros políticos.
A constituição da sua lista é, por isso, fundamental para Valentim Loureiro, não pelo que poderá acrescentar de credibilidade nas suas escolhas, mas pelo sinal que nela poderá dar em relação ao futuro. E é o futuro que interessa aos eleitores, não o passado, por mais glorioso ou nefasto que ele tenha sido.
Numas eleições em que o Major dificilmente elegerá tantos vereadores como nas últimas autárquicas, Valentim Loureiro terá que deixar de fora dos lugares elegíveis alguns dos seus mais reconhecidos vereadores. E é nessa escolha que os Gondomarenses também saberão fazer as suas leituras acerca do que pode ou não ter mudado e sobre qual o futuro que querem para Gondomar.
Há dias, fiz uma apresentação do meu livro na Biblioteca Municipal de Gondomar. Valentim Loureiro não participou. Percebi, no ambiente de Gondomar, o incómodo que algumas das afirmações que faço no livro provocaram (nomeadamente, esta que sito) e percebi ainda que, afinal, o livro é mais comentado em Gondomar pelos agradecimentos que faço ou não, do que pelas afirmações mais frontais. Tudo maus presságios para Valentim Loureiro.

Quanto a Isabel Santos, o seu sucesso eleitoral (que não se esgota unicamente numa vitória) terá que ser alcansado pela via política e pela fragilidade que o Major evidencia quanto à constitituição da sua lista já que, como eu próprio disse na Biblioteca Municipal: "tentar afastar Valentim Loureiro pela via judicial é o maior elogio político que lhe podem fazer, e meio caminho para o perpetuar no poder".



FOTO: sessão de apresentação do livro na Biblioteca de Gondomar, com a presença do Vereador da Cultura Fernando Paulo, da directora da Biblioteca e do editor Jaime Cancella de Abreu (Prime Books).


sábado, 6 de dezembro de 2008

Oferta de Natal




Se ainda não decidiu acerca das suas prendas de Natal, aqui fica uma (muito facciosa) sugestão. Para quem gosta de política e de comunicação e jornalismo, sugiro este livro e deixo-lhe o link para o poder comprar mais barato e recebê-lo em sua casa, sem custos de portes de envio. Este sábado, às 16 horas, vou estar na Biblioteca Municipal de Gondomar, onde o livro será apresentado.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Compre aqui o seu livro

Para comprar o livro A VARINHA MÁGICA DE VALENTIM LOUREIRO basta ir ao site da Prime Books ou seguir o link da coluna ao lado. Preencha o formulário e receberá na sua morada, com 10% de desconto e sem pagar quaiques portes os exemplares que quiser. E boa leitura.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A Varinha Mágica no Jumento e a "manif" dos comunistas

A propósito deste meu post e do que escrevi sobre isso no meu livro, o Jumento fez hoje eco!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

James Bond... e as coisas complicadas ditas de forma simples

Literatura é a arte de colocar as palavras pela ordem certa. Não sei quem disse isto. Mas é verdade. Ontem fui à antestreia do novo filme do 007 e fiquei a pensar se não se passará um pouco o mesmo com o cinema. Na verdade cinema e literatura têm muitos pontos de contacto. Na tela, como no papel, arte também é dizer coisas complicas de forma simples ou dizer coisas simples de forma complicada. O que já me faz mais confusão é que certos autores continuem a dizer coisas complicadas de forma muito complicada… tanto, que nem eles próprios entendem. Aliás, ninguém entende. Mas o importante é que alguns continuem a comprar… o “Rei vai Nu”.
Voltando ao 007, o filme é tão mau que saí ao intervalo. Nem complicado nem simples! É mesmo mau. Para agravar, o realizador cola cenas umas às outras com uma tal velocidade e frequência – certamente na tentativa de dar ritmo ao que não tem – que se torna quase impossível percebermos em que posições estão os protagonistas.
Uma das coisas que me têm dito acerca do livro que escrevi é que “se lê muito bem”.
Pois… talvez ainda não tenha publicado coisas simples ditas de forma complicada, mas pelo menos, já escrevi um livro que explica coisas complicas de uma forma simples!

PS: o filme é tão mau que nem tenho curiosidade em saber o resto da história... que história?

sábado, 1 de novembro de 2008

Jorge Morgado: "Em Portugal não é normal fazerem-se trabalhos deste género"

Jorge Moragado esteve quinta-feira na Livraria Bertrand, no Centro Comercial Parque Nascente para falar do livro A VARINHA MÁGICA DE VALENTIM LOUREIRO. Autor do prefácio, o ex-jornalista (primeiro a escrever sobre a entrega de electrodomésticos em campanha, por Valentim Loureiro em 1993), explicou que considera "importante a existência de livros como este. Actualmente, estou a ler um livro escrito por um ex-assessor de Tony Blair, ex-primeiro-ministro inglês e em Portugal não é muito normal fazerem-se trabalhos destes", referiu. Actual director de comunicação da empresa Metro do Porto, Jorge Morgado falou também da personalidade de Valentim Loureiro e da forma como é retratada no livro. O autor explicou, depois, que considera o seu livro como um "grito contra a indiferência que se vive em Portugal em torno da vida política", considerando, como escreve no livro, "que é tempo das novas gerações tomarem o pulso da política", e que "Portugal já não precisa desta classe política, incluíndo-se nela Valentim Loureiro". Por fim, estranhou que os partidos políticos nunca tenham procurado encontrar em Gondomar, Felgueiras e Oeiras as razões do eleitorado para votarem nos seus actuais presidentes de Câmara, "em vez disso, apenas têm procurado evitar que sejam, de novo, candidatos". Por fim, salientou a coragem de Valentim Loureiro e a forma como encarou a publicação do livro: "apesar do livro ter muitas críticas e revelar acontecimentos de que poderia não se orgulhar, não virou a cara e foi a um programa de televisão, comigo, falar sobre o livro e, no fundo, promovê-lo. Nenhum outro político o teria feito", rematou.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Apresentação em Gondomar - Quinta-feira, dia 30 de Outubro, pelas 21,30 horas na Bertrand do C.C. Parque Nascente

O livro "A Varinha Mágica de Valentim Loureiro" vai ser apresentado na próxima quinta-feira, dia 30 de Outubro, pelas 21,30 horas, na Livraria Bertrand no piso superior do Centro Comercial Parque Nascente, em Gondomar. Será a segunda apresentação do livro editado pela Prime Books, depois do lançamento oficial, destinado à imprensa, e que decorreu no Porto. Valentim Loureiro também está convidado.
A apresentação é aberta a toda a gente que a ela queira assistir.

sábado, 25 de outubro de 2008

Apresentação em Gondomar


Depois do lançamento oficial destinado fundamentalmente à comunicação social e que decorreu na Livraria Bertrand de Júlio Dinis, no Porto, o livro A VARINHA MÁGICA DE VALENTIM LOUREIRO será apresentado em Gondomar. Esta segunda apresentação destina-se a todos os gondomarenses que queiram conhecer melhor o livro e contactar de perto com o autor. O local e a hora serão divulgados brevemente, aqui no blog. Se quiser receber um convite via e-mail, envie-nos o seu contacto electrónico para AQUI, manifestando esse desejo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Onde comprar?

Respondendo a "várias famílias", o livro encontra-se à venda nas principais livrarias nacionais, nomeadamente, Bertrand, FNAC, Leitura, etc. Dependendo da distribuição, chegará também a outros locais, bem como às grandes superfícies (já está disponível no Jumbo). Se quiser comprar o livro com 10% de desconto sobre o preço do editor, poderá recebê-lo, sem pagar portes de correio, em sua casa, bastando para tal clicar no link acima deste post e seguir as indicações no site da Prime Books.




















(montra da Livraria Bertrand no Centro Comercial Parque Nascente)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Lançamento é hoje às 19 horas, na Bertrand de Júlio Dinis, no Porto

A seguir ao 25 de Abril de 1974 ouvi muitas vezes uma frase própria de momentos de fractura nas sociedades: “quem não apoia a revolução é fascista”. Parece-nos, hoje, mais de três décadas depois, absurdo julgarmos assim, a preto e branco, um momento político e social tão importante como foi aquele. A revolução de Abril foi a cores. E cores garridas. De facto, não temos que ser comunistas ou fascistas. Podemos ser simplesmente críticos, analíticos. Desde que a comunicação social começou a noticiar o lançamento deste livro - A Varinha Mágica de Valentim Loureiro - que sinto uma grande ambivalência nos sentimentos que o rodeiam. Parece que os que detestam Valentim Loureiro já adivinham o que lá terei escrito. Assim como os que o adoram. Dá ideia que sabem mais do que eu sobre um livro que escrevi. É como se, na vida ou na política, apenas pudéssemos estar contra ou a favor, a preto e branco. Dito de outra forma, ainda antes da leitura, sem preconceitos, já me procuram atribuir segundas intenções. Não me admiro, porque, ultimamente, a sociedade portuguesa tem-se habituado a livros com segundas intenções. Aliás, diria mesmo: a livros sem primeiras intenções. Pode não se gostar do que está escrito em A Varinha Mágica de Valentim Loureiro. Não sei, sequer, se Valentim Loureiro terá gostado, de tudo ou de alguma coisa neste livro. Na verdade, escrevi-o sem essa segunda intenção. Sem nenhuma segunda intenção. Ao escrever sobre a minha experiência de comunicação, nos três anos mais conturbados da vida de Valentim Loureiro, tive uma única intenção (primeira e assumida): contar o que sei e interpretar o que vi. Modestamente, creio que, quem ler o livro, perceberá que vale a pena. Vale a pena, não apenas ler o livro, mas sobretudo, debruçarmo-nos um pouco mais sobre as explicações do sucesso - chamemos-lhe populista - de Valentim Loureiro. Como escrevo, Valentim Loureiro é um “case study” não estudado. É um vencedor incómodo que Portugal explica com "mitos". Quando o "mito" é, afinal, uma explicação fácil para um fenómeno que não se consegue entender. Reconhecendo as limitações do que escrevi, é o contributo possível, o que está ao meu alcance, para fazer um pouco mais pela vida política portuguesa. Uma vida que já não é nem a cores nem a preto e branco, mas que se fica, simplesmente, por um decrépito cinzento.

Depois de alguma hesitação, acabei por me limitar, praticamente, a ler este pequeno texto no lançamento do meu livro. Aceito, sobre o meu livro, todas as críticas... a quem o ler!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Já pode comprar online


Só a partir de amanhã, terça-feira, estará disponível nas livrarias, mas o livro "A Varinha Mágica de Valentim Loureiro" já pode ser adquirido directamente através da Internet, com um desconto do editor, a Prime Books. O cliente beneficia ainda da entrega domiciliária do livro, sem ter que pagar portes de correio. Basta seguir este LINK, para ser um dos primeiros a comprar A VARINHA MÁGICA DE VALENTIM LOUREIRO e ficar a saber tudo sobre os Méritos, Truques e Habilidades Populistas do Major.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Vendas online a partir de terça-feira


Vários órgãos de comunicação social deram ontem notícia do lançamento do livro "A Varinha Mágica de Valentim Loureiro", que estará à venda a partir do dia 14 de Outubro, nas livrarias portuguesas. Também a partir do site da PrimeBooks será possível adquirir o livro online. Aqui no blog, colocaremos um link para esse efeito a partir de terça-feira.